Início arrow Artigos arrow Ramal Ferroviário
11-Mar-2010
 
 
Menu Principal
Início
Imóveis
Oportunidades
Contate-nos
Pesquisa Rapida
Apartamentos / Flats
Casas / Moradias
Hotéis / Pousadas
Rural / Fazendas
Loteamentos
Comercial
Terrenos
Aluguel / Temporada
Lançamentos
Em Natal
Litoral Norte
Litoral Sul
100% Vendido
Todos
Notícias
Notícias
Artigos
Glossário Imobiliário
Info
Mapas
Praias
Mega Projetos
Bairros de Natal
Recursos
Crédito Imobiliário
Calcular Área (m2)
Procurar
Cadastrar Imóvel
Indicadores Econômicos
Currency Converter
Converter 

em

  

Quero Vender o meu Imóvel
 
Quero Alugar o meu Imóvel

Ramal Ferroviário

Com vistas a avançar com o projeto de implantação do Trecho Ferroviário Mossoró-Natal, o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Renato Fernandes, apresentou na tarde de ontem ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Thiago Gadelha, a empresa Hidroconsult, especializada em consultoria na área portuária e ferroviária. Com o estudo de Viabilidade Técnica e Econômica do Ramal Ferroviário em mãos, foi discutida a viabilidade da implantação do projeto, orçado em R$ 829 milhões.

Segundo Renato Fernandes, a fase atual é de estudos e busca de parcerias. A intenção é de que a obra seja iniciada em 2007 através de Parcerias Público-Privadas. Os recursos para a elaboração do projeto executivo do novo ramal ferroviário já foram alocados junto ao Ministério dos Transportes e estão dentro do orçamento da Codern para 2007. "A governadora foi a Brasília conversar com Guido Mantega e recebeu do ministro a garantia dos recursos para esse projeto", garantiu Renato Fernandes.

O titular da Sedec, Thiago Gadelha, ressaltou a importância do projeto do Ramal Ferroviário também para atender as necessidades de construção do aeroporto em São Gonçalo do Amarante. "É importante porque é um sistema de logística que integra, principalmente, as commodities. E temos ferro, calcário e sal como produtos que precisam de ferrovias integradas com o porto e o novo aeroporto. Com o Ramal, teremos escoamento de forma integrada por ar, terra e mar. A fruta e o pescado será colhido num dia e consumido no outro dia na Europa, quando o aeroporto for concluído", disse Gadelha.

Além de uma linha para São Gonçalo, as derivações do Ramal contemplam ainda uma linha de ligação entre Ceará-Mirim, Afonso Bezerra, Macau e Guamaré para fomentar o escoamento da produção de sal, gás e petróleo. A linha férrea para Assu-Jucurutu e Mossoró-Areia Branca, visa a produção de minérios. Os cálculos do estudo de viabilidade técnica-econômica mostram que o valor dos investimentos deverá se situar na casa dos US$ 377 milhões, sendo 44% na construção e recuperação das linhas ferroviárias, estimados em US$ 165 milhões. Segundo Fernandes, há possibilidade de interesse de instituições de fomento nacional ou internacional no financiamento de parte do projeto, inclusive com participação da União na componente portos. A conclusão do Ramal Ferroviário é estimada em cinco anos.

RAMAL

O projeto do Novo Ramal Ferroviário contemplará a construção, recuperação ou restauração de 470,2 quilômetros de linhas, além de projetos estruturantes voltados para o desenvolvimento econômico do estado. Consolidado o projeto, o trem irá cortar o Rio Grande do Norte passando pelas principais cadeias produtivas do estado. As ligações ferroviárias irão se limitar ao território potiguar de forma a favorecer o escoamento da produção local pelo porto de Natal, que terá redução no frete dos produtos estimado em mais de 30%. Para Renato Fernandes, a maior facilidade para o transporte dos produtos ao porto e a redução no valor do frete fomentará as exportações do estado e facilitará a implantação de novos empreendimentos e atividades complementares.

"Acredita-se que o porto de Natal vença a concorrência na exportação de alguns produtos, em detrimento aos portos de Pecém (Pernambuco) e Suape (Ceará). Isso tudo sem contar com as novas receitas a serem geradas pelo porto-ilha", estimou o diretor-presidente da Codern. É que está incluída ainda nos R$ 829 milhões, a construção de um terminal graneleiro no canal de Areia Branca para embarque de ferro, cal e calcários destinado à exportação. A obra é necessária para atender a nova demanda que irá surgir após a finalização da obra de construção de dois novos dolfins (bóias de atracação de navios) que irá dobrar a capacidade do porto-ilha, dos atuais 35 mil toneladas para 80 mil. "A ampliação da plataforma e a implementação de um novo descarregador de barcaça atenderá a nova demanda de navios que atracarem poderão levar maior quantidade de sal", explicou Renato Fernandes.

NÚMEROS DO PROJETO

Total de linhas a recuperar - 242 km
Total de linhas a construir - 228,2 km

CUSTO TOTAL ESTIMADO (em R$ milhões)

Construção de 228,2 km de linhas ferroviárias - 229,9
Restauração de 203,1 km de linhas ferroviárias - 59
Recuperação de 38,9 km de linhas da CBTU - 26,9
Construção de porto-ilha em Areia Branca - 264
Intervenções pontuais no porto de Natal - 176
Custos administrativos e de gerenciamento - 33,2

CONSTRUÇÃO DAS LIGAÇÕES FERROVIÁRIAS

Mossoró a Açu, com extensão de 73,8 km
Mossoró a Areia Branca, com extensão de 36,1 km
Açu a Afonso Bezerra, com extensão de 45 km
Guamaré a linha Afonso Bezerra-Macau, com extensão de 28,2 km (intervenção em Macauzinho).
Natal a São Gonçalo do Amarante, com extensão de 9,3 km
Jucurutu a Açu, com extensão de 35,8 km

OUTRAS OBRAS

Recuperação do trecho Ceará-Mirim-Macau com extensão de 203,1 km
Recuperação do trecho da CBTU, com extensão de 38,9 km
Construção de ilha-porto no Canal de Areia Branca para granéis sólidos
Intervenções pontuais no porto de Natal para ampliação de capacidade