Início arrow Artigos arrow Coreanos querem ajudar a viabilizar Terminal Graneleiro Oceânico do RN
08-Fev-2012
 
 
Menu Principal
Início
Imóveis
Oportunidades
Contate-nos
Pesquisa Rapida
Apartamentos / Flats
Casas / Moradias
Hotéis / Pousadas
Rural / Fazendas
Loteamentos
Comercial
Terrenos
Aluguel / Temporada
Lançamentos
Em Natal
Litoral Norte
Litoral Sul
100% Vendido
Todos
Notícias
Notícias
Artigos
Glossário Imobiliário
Info
Mapas
Praias
Mega Projetos
Bairros de Natal
Recursos
Crédito Imobiliário
Calcular Área (m2)
Procurar
Cadastrar Imóvel
Indicadores Econômicos
Currency Converter
Converter 

em

  

Quero Vender o meu Imóvel
 
Quero Alugar o meu Imóvel
 
Lançamento Royal Palms


Coreanos querem ajudar a viabilizar Terminal Graneleiro Oceânico do RN

Seul, Coréia - O Secretário de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, obteve nesta quarta-feira (8) a manifestação de interesse do grupo coreano P&ampP Korea, especializado em soluções portuárias e marítimas, e construtor da maior parte dos principais estaleiros daquele país, para estudar o caso do terminal graneleiro do RN quanto ao calado, ventos e correntes da costa potiguar, com vistas a contribuir com uma sugestão técnica e ambientalmente correta para a construção e operação do porto.

O secretário reuniu-se com o Vice-Presidente do grupo, o PhD em engenharia e tecnologia portuária Ian Kim, em Seul, esta manhã (horário do Brasil) - noite de quarta já, na Coréia. O executivo tem experiência de mais de 40 anos na concepção de projetos para portos de difícil acesso e é considerado o maior especialista do país em soluções para calado raso. Segundo ele, não é incomum o caso do Rio Grande do Norte, e é perfeitamente possível conceber, construir e operar um Terminal Graneleiro Oceânico em área de calado raso, desde que se tenha um ponto da costa onde exista um canal natural de calado maior - como vem a ser o caso de Porto do Mangue-RN, onde este canal encontra-se 15km mar adentro.

A proposta conceitual do especialista é a construção de uma "ponte oceânica" pela qual caminhões ou vagões acessariam o atracadouro principal que estaria localizado sobre o talude onde o canal de calado profundo se encontra. O uso de ramal ferroviário ou mesmo rodoviário é apontado como a melhor forma de escoamento dos granéis, combinado com um sistema de dutos agregado à ponte, para escoamento dos produtos derivados de petróleo, por exemplo.

Com isso, Ian Kim descarta a alternativa de correia transportadora, afirmando que a experiência mostra que para distâncias longas (no caso do RN, seriam pelo menos 13-15km mar adentro), este tipo de equipamento mostra grande potencial de avarias, especialmente em ambiente de alta salinidade.

Da conversa com o Secretário, surgiram conceitos adicionais para o aproveitamento da ponte oceânica, como a instalação de aerogeradores offshore (de grande porte, 2-3MW cada), e a instalação de uma marina próximo à costa - que poderia se converter em mais um pólo turístico para o Estado e para a região litorânea norte.

Perguntado sobre os prováveis impactos ambientais de tal projeto, o especialista afirmou que as técnicas deste tipo de construção hoje em dia permitem manter o fluxo marinho de forma a preservar a fauna e a flora, e não afetando as áreas de mangue, praias ou dunas localizadas na vizinhança do porto. Ele informou também que, no seu conceito, toda a estocagem de produtos deve permanecer na área de terra firme, sendo despachada para o ancoradouro apenas nos momentos próximos a cada embarque, evitando a estocagem offshore.

O Secretário de Energia deixou em aberto os próximos passos quanto à questão, explicando que terá que se reunir com os novos secretários das áreas envolvidas (Infra-estrutura e Desenvolvimento Econômico) para definir sobre o interesse em receber a visita dos especialistas coreanos a fim de prepararem um projeto conceitual para o Terminal Graneleiro Oceânico do RN. Jean-Paul Prates reiterou o interesse em receber uma proposição conceitual do projeto, sem compromisso por parte do Governo do Estado, o que foi prontamente aceito e será enviado brevemente para iniciar possíveis conversas sobre parcerias com os coreanos na solução deste desafio técnico-tecnológico que a própria Coréia já enfrentou tantas vezes.

O especialista agregou ainda que é muito bom que o Estado tenha condições naturais tão favoráveis, especialmente porque o calado raso, as correntes contra-postas e os ventos constantes tornam a costa potiguar um local extremamente aproveitável do ponto de vista econômico - para o turismo, os esportes náuticos, mergulho, aquacultura e pesca, criação de fauna e flora marinha e&nbspgeração de energia eólica.

RN organiza missão para atrair investidores coreanos

O Rio Grande do Norte quer ampliar as relações comerciais com a Ásia. O secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Estado, Jean-Paul Prates, está desde o início desta semana na Coréia, em missão oficial do Estado ao país. Durante a visita, ele tem mantido encontros com diretores das principais empresas coreanas com interesse nas áreas de energia, petróleo, gás, biocombustíveis, fontes renováveis (eólica e solar), estaleiros/portos e meio ambiente.

Na lista de empresas que estão sendo visitadas pelo secretário estão Samsung Heavy Industries, Korea Gas Corporation (Kogas), DaeWoo DSME, DSME E&ampR (Gas), Korea Petroleum Company, Dai Sung Energy, LG-CNS e Doosan Heavy Industries (Eólica). Além das visitas a potenciais investidores, Jean-Paul Prates irá representar o Rio Grande do Norte em audiências com o ministro da Economia e do Conhecimento e com o presidente da Comissão Nacional de Economia e Conhecimento da Coréia. Na quinta-feira (9), ele visitará a Assembléia Nacional onde será recebido por parlamentares da Comissão Energética daquela Casa.

Na semana passada, o Rio Grande do Norte já havia integrado a Missão Oficial do Brasil à Espanha. Na ocasião, o secretário de Energia e Assuntos Internacionais do RN e o coordenador de Energia da Secretaria de Infra-Estrutura do Ceará, Renato Rolim, que também integrava a comitiva definiram a montagem de um grupo de trabalho para estudar, conjuntamente, a estruturação de pólo industrial bilateral eólico entre os dois estados.

Durante a viagem também foi definido que Os governos estaduais do Rio Grande do Norte e do departamento de Navarra (Espanha) assinarão um acordo de cooperação visando o desenvolvimento conjunto de políticas públicas de incentivo à geração energética a partir das fontes renováveis eólica, solar e biomassa. "Em todos os lugares onde temos apresentado os potenciais do Estado a receptividade tem sido muito boa", destaca Jean-Paul Prates.